segunda-feira, 30 de novembro de 2009

so, the lion fell in love with a lamb.

Imagino-me deitada, num prado, contigo deitado a meu lado;
Imagino uma história de amor, de um filme bem recente;
Imagino um amor capaz de destruir horizontes, mas ao mesmo tempo capaz de se destruir a ele próprio.
- 'So, the lion fell in love with a lamb.'
Porque não poderei ter um amor assim? Eu sei que não acontece só nos filmes, também pode acontecer agora, podia estar a acontecer agora. Mas a pessoa por quem mais me apaixonei, jã não está presente.
Tenho saudades tuas, do teu ser, do teu cheiro, dos teus beijos; mas não tenho saudades do amor que (não) me deste.
Já vão quase três anos desde que esta minha 'história' contigo começou, não era amor, porque esse não havia de uma das partes, mas na altura, mesmo sabendo isso apenas fui tentando (fingindo) ser feliz.
Há mais de um ano que não estou contigo, e as saudades são mais que muitas, mas voltar a sentir o que senti por ti, não quero, porque esse amor, ultrapassou coisas demais, fez sofrer mais do que transmitiu (alguma) felicidade.
Já não gosto de ti, nem quero voltar a gostar, mas as saudades são enormes. Gostava, de um dia voltar a apaixonar-me por alguém como me apaixonei por ti, mas por alguém que não sejas tu.

domingo, 29 de novembro de 2009

quase um ano, <3

Uma simples apresentação, uma simples conversa, uma troca de números, umas quantas perguntas que fizeram com que te conhecesse melhor, tudo jogava a nosso favor, menos a distância. Acabamos por nos afastar um pouco por falta de tempo, talvez.
Contaram-me o que se tinha passado, e que devias precisar de apoio, e eu pensei 'é uma boa altura para me aproximar dela', e foi, foi mesmo.
Apoiem-te em tudo o que pude, em tudo o que pediste, cheguei mesmo a falar com Ele, tu sabes. Começámos a ganhar uma confiança uma na outra que ninguém conseguia destruir, começámos a estar todos os dias às mensagens, até que decidi mandar uma mensagem de voz, para ver se te animava um pouco, nesse mesmo dia, estivémos horas ao telefone. Até que a amizade foi crescendo mais e mais, mas sem um beijo, um toque, um abraço, sem a presença verdadeira, sem a tua presença.
A amizade foi aumentando mais, o amo-te chegou e nunca mais partiu, tornámo-nos segundas melhores amigas sem sabermos o que era uma discussão entre nós, acho que ainda hoje não descobrimos o que é.
Todas as parvoices foram saudáveis, todas as conversas ao telefone tornaram tudo mais fácil; estive longe, mas estive contigo em todos os momentos.
Fomos pacientes, queriamos estar juntas, e não havia meio de o dia chegar, até que por ironia do destino (ou não) conseguimos. O sonho que ambas partilhávamos, realizou-se; a saída do carro, o abraço, o mar, nós, o primeiro amo-te junto a ti, olhos nos olhos; parecia tanto que nos conheciamos há anos, ambas sabiamos o que gostavamos, ambas sabiamos que não era um sonho, era realidade.
Mais um dia, e mal dormi, ias voltar a estar aqui, comigo, e nesse dia o carinho foi igual, os sorrisos, as conversas, eras tal e qual como eu imaginei, perfeita. Foi nesse dia, que eu te chamei melhor amiga, e que ao olhar-te nos olhos percebi que era para sempre. Foi nesse dia que me abraças-te, que me viste chorar. Foi nesse dia que tinha a certeza que eras tu que eu queria.
Foi nesse dia que constatei que tinhas o sorriso mais lindo do mundo, e, naquele momento, era meu, só meu.
Neste momento posso garantir-te, quero mais um ano igual a este, quero estar contigo, quero poder abraçar-te outra vez, o mais rápido possível.
Inês Daniela Garrote Vaz, 'Eu amo-te sabias?'

talvez, ilusão

Estou sentada no parapeito da janela, a pensar se é a decisão certa, penso e repenso, e não consigo chegar a um concenço comigo mesma.
Sinto-me afectada por não conseguir tomar decisões, por não as conseguir tomar rapidamente, se não as tomar, se deixar as coisas andar vão fazer-me mal, estou a entrar por um caminho que não sei se tem saída, e as opcções têm que ser tomadas já!

Tenho pensado bastante se vou conseguir aquilo que eu quero, e acho que estou confiante em demasia em relação a isso, se corre para o lado que eu não quero, vou-me sentir frustada e eu não pretendo isso. Talvez esteja a entrar para o caminho da Ilusão. Dezembro será um mês de espectativa a vários níveis, e todos muito elevados no que respeita a sentimentos; são coisas importantes para mim, que quero conseguir, e que estou a fazer por isso, mas estes, não dependem só de mim.
Não quero entrar pela ilusão, porque vou acabar por me magoar, mas parece mais forte que eu, parece que vivo num mundo quase perfeito, neste momento, em que os outros têm os seus problemas, e eu apenas vivo com isso. O meu ser, em vez de problemas tem metas, metas que eu quero alcançar, metas em que quero triunfar, que quero e vou conseguir.
Ilusão? Talvez. Será que saio mais magoada do que entrei? Não sei, mas devia saber.

sábado, 28 de novembro de 2009

e agora?

Já não sei o que fazer, agora que tudo parece estar a recompor-se, questiono-me sobre este assunto, tenho que me debroçar sobre ele, tenho mesmo.
Não posso deixar esta situação arrastar-se, não faz bem a ti, mas principalmente a mim, que tenho isto na cabeça. Nem sonhas que perguntas são estas, que andam a navegar aqui dentro da minha mente, que me andam a perturbar.
Não sei se é isto que eu quero, não sei se ainda te quero, estou magoada.
Estás longe, e é mais fácil refletir, não tenho pressões, não sabes o que se passa aqui dentro da minha cabeça.
Tenho a certeza que ainda gosto de ti, que ainda estás no meu coração, mas estou tão confusa :S
Será que depois desta 'tempestade' vem a bonança?
Será que a nossa amizade vai ser igual?
Será que vou conseguir perdoar-te por inteiro?
Será que a ferida vai sarar?
Tenho medo que não sare, ela está aqui dentro, dentro do meu coração, :x

Tantas perguntas, a que, por agora não há resposta mas mais tarde, haverá certamente, por enquanto terei que esperar,até lá, só espero não me magoar mais.

virar costas

Sempre disseste que ias estar a meu lado para o que desse e viesse;
Sempre disseste que eu ia ter o teu apoio, o teu consolo, as tuas palavras de conforto;
Sempre desabafas-te comigo, sempre desabafei contigo, sempre fomos únidos, sempre quisemos o melhor um do outro, sempre nos apoiámos mutuamente;
Sempre que estava mal era contigo que ia ter, sempre que precisava do teu apoio, da tua amizade, da tua compreensão, tu estavas lá de braços abertos para tudo.
Sempre que havia problemas, merdas, chatisses, eras tu um dos primeiros a saber.

E agora que estava a ir ao fundo do poço, agora que precisava mais do que nunca, do teu apoio, das tuas palavras, do teu ombro para chorar, viras-te-me as costas. Magoas-te pelo que fizeste, fazes falta, fazes-ME falta.
Pensaste que a nossa amizade talvez fosse bem maior que tudo.
Acredita que é, mas nunca me vou esquecer que quando mais precisei de ti, me viras-te as costas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

desistir

Tantas coisas a acontecerem na minha vida ao mesmo tempo, tanta tristeza à minha volta, tanto sofrimento à minha volta, tantos problemas, desavenças, preocupações. Porque é que neste mundo, não há algo perfeito?, porque é que não há algo sem problemas?, porque é que não há algo sem fim?
Porque é que tudo é tão dificil? porque é que nada é facilitado?, porque é que quando as preocupações nos deitam abaixo acontece sempre mais qualquer coisa?, porque é que um mal nunca vem só?

Porque é que eu tenho de me sujeitar aos padrões sociais, quando quero ser feliz à minha maneira?
Porque é que não posso fazer o que quero, com quem quero, e onde quero?
Porque é que tenho de ter dilemas, e problemas todos os dias?
Porque é que não posso estar bem durante uns dias?
Porque é que as pessoas que amo, não podem estar sem problemas durante tempo sucifiente para restabelecer forças? eu também preciso de forças!
Porque é que nestas alturas só me apetece fugir?
Porque é que nestas alturas só me apetece desistir?
Porque é que não posso ser feliz?, à minha maneira?

complicações

Há coisas que não conseguimos explicar, simplesmente que nos acontecem e não estamos à espera que isso se fosse suceder. Esperamos grandes actos vindos daqueles que mais gostamos, e no fim, recebemos gestos bem pequenos ou às vezes nada recebemos.
Mas de que vale isso se um dia perdemos as pessoas mais importantes da nossa vida, por uma discussão absurda, uma coisa parva e sem qualquer sentido, às vezes até por coisas que pensamos que não magoam os outros, mas no fundo é exactamente o contrário.. Depois quando nos apercebemos que fizemos asneiras e que essa pessoa tão importante não está presente, pensamos que, se calhar, não deviamos tê-lo feito. A verdade é que precisamos das pessoas importantes, dos mimos que essas pessoas nos dão, dos conselhos, essas pessoas tornam-nos em alguém melhor, mesmo sem se aperceberem e fazem-nos felizes.
Mas nem sempre a culpa é nossa e nem todas as pessoas que nós conhecemos são as pessoas que aparentam ser, há pessoas que só querem aproveitar-se, querem ajuda nos problemas que surgem e depois não se importam com os nossos sentimentos, não se importam com a mágua, com a ferida que deixam em nós, ou se nos humilham e fazem sentir mal. Não faz sentido para nós, quando nos apercebemos de que tipo são aquelas pessoas que achavamos tão especiais e importantes. Se nós fossemos importantes para elas, não nos teriam magoado daquela maneira. E se depois da asneira consumada, se tivessem apercebido já teriam pedido desculpa, mas não, o orgulho é bem maior, e, apesar de estarmos a sofrer e a pensar que apesar de tudo, ainda gostamos muito dessas pessoas elas simplesmente cagaram para nós como se nada se tivesse passado, e vivem bem e felizes sem se importarem com os nossos sentimentos.
Porque essas pessoas afinal, não mereciam nada do que lhes demos, nem aquilo que viriamos a dar, e porque a vida continua. Sempre.