quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

decisão.

A vida dá muitas voltas é verdade, cada decisão que tomamos de certo modo altera-nos o rumo.
Esta decisão foi mais uma. Repentina, que muita gente contradiz, mas que talvez tenha sido a mais correcta. Vai mudar muita coisa, estava um pouco desanimada, até agora. Neste momento vejo as coisas de outra maneira, sinto-me mais confiante.
Apesar de tudo cresci. E sinto que o vou continuar a fazer a partir desta decisão. Tenho a certeza que é isto que quero. Pode ser que as coisas estejam a meu favor.
Eu quero que girem em torno de mim.

Já trouxe felicidade a muita gente, agora é a minha vez de encontrar o meu rumo, e de ser realmente feliz.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pum pum pum, e tudo se foi.

Não sei porque me trataste daquela maneira, não sei o porquê de estares assim, dos teus olhares 'intimidadores', de me quereres rebaixar em frente aos teus. Sinceramente, não percebo! Não te fiz nada para fazeres isto.
Já me tinham avisado de como eras, e embora tentando ver o lado positivo da coisa, o teu lado negativo acabou por aparecer.
Se queres provocar dor, não é aqui que o vais fazer, conhecer pessoas à pouco tempo para mim faz parte, para quê dar tanto valor a coisas que ainda mal começaram? Isso é outra coisa que me impressiona, como conseguiste supostamente dar-me tanto valor, como me chamaste logo de irmã. Ultrapassa-me.
Cheguei a passar bons momentos contigo, poucos, muito poucos, porque as vezes que repetias os teus feitos 'grandiosos' como se realmente o fossem, era extraordinário. 'Sou maluca não sou?' perguntavas. 'Não.' te respondia, pois não achava nada de especial aquilo que fazias.
Sempre querer passar por cima dos outros, ser superior; mas para quê? Se aqueles que pisas valem muito mais que tu?
Eu aprendi que não são as pessoas que nos decepcionam, mas sim nós esperarmos demasiado delas, pum pum pum e tudo se foi!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

auto-retrato aos quinze anos

Nasceu em 1994, Cascais.
Tem 1.59m, peso acima da média, cabelo meio louro, olhos castanhos claros/verdes/amarelados. Não gosta de se maquilhar.
80% dela é música, adora Paramore.
Aprendeu a viver com as bocas e olhares dos outros.
É solteira.
Ama o desporto, pratica futsal.
É irreverente q.b
Gosta de natureza.
Tem medo de perder aqueles que mais gosta.
Aprecia bastante a leitura, romances ressaltam na escolha.
Sensível e apaixonada, odeia falsidades.
Sai à noite. Bebe socialmente, bebidas brancas, não gosta de cerveja.
Não usa sapatos de salto, ténis são muito mais confortáveis.
Não gosta de compras, porque se restringe apenas àquilo que lhe serve.
É cristã pouco praticante e apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Sempre foi maria-rapaz, embora tenha mudado um pouco a maneira de vestir aos catorze anos.
Estuda em ciências mas quer ser psicóloga.
Amante da escrita, sonha escrever um livro. Tem um blog online.
Pensa e preocupa-se em demasia com as coisas.
É bastante altruísta.
Questiona a vida para lá da morte.
Tem uma afilhada com três anos.
Ingénua (ou nem por isso).
Não vive sem telemóvel e um peluche muito especial.
Bastante paciente com os outros.
Aprendeu a gostar mais de si.
Gosta de rir, mas sabe que chorar faz parte da vida.
Espera viver até à altura certa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

partida, sem bilhete de volta.


Tinha eu 3 anos, quando entraste na minha vida. Tinha 3 anos, quando te escolhi um nome, quando olhei para ti e disse, 'esta é minha'. Ficaste em casa da avó porque lá era mais quentinho, foste uma prenda de natal, lembro-me como se fosse hoje, tu, uma coisinha pequenina, e castanha, com um focinho grande, prestes a lamber a minha face quando te pusesse perto dela.
Nunca mais te larguei, brincava contigo, queria-te perto. Chegava da escola, fazia os tpc's e ia ter contigo ao pátio. Pegava em ti, e na trela e íamos dar longos passeios, ensinei-te a chegar perto de mim pelo meu assobio.
Lembro-me de quando tu foste operada, e eu me portei tão mal na escola que até um recado para casa levei, estava muito nervosa por teres ido. Nessa altura já fazias parte da família, mas mais importante, parte de mim.
Boa mãe, querida, fiel, brincalhona, diferente, e acima de tudo especial, pela maneira como te 'eduquei', de certa forma também me educaste, com a tua pacividade. Adoravas estar comigo no sofá, enquanto passava horas a jogar playstation e depois a mãe descobria e quase me esfolava. Mas no fundo, ela também gostava de ti, todos gostavamos.
Eras tu quem punhas ordem na barraca, tu que metias tudo nos eixos, eras muito boa ouvinte sabes? Desabafei contigo muitas vezes, eras quase uma pessoa para mim, tratava-te como tal.
Mais problemas surgiram, ficaste cega do único olho que conseguias ver, e ultimamente, parecias surda, a parte superior da tua cabeça tinha cabelos brancos, os teus olhos lacrimejavam como sempre; deixaste de comer. Via-te mais magra, mas pensava que ias superar tudo, como a minha guerreira sempre o fez. Enganei-me, mas gostava de não o ter feito. Sinto a tua falta pequena.
Partiste, sem um bilhete de despedida, sem um bilhete de volta. Mas sei, e fiel como sempre foste, vais esperar por mim, esperar que te vá buscar, te ponha a trela, e que dê mais um longo passeio a teu lado.

em busca do meu ser

Nestas idades, toda a gente questiona o que é, o que quer para o futuro, quem deseja, o que senta, toda a gente questiona o porquê!
Cada acção, cada segundo pode mudar a vida, a nossa vida. Vivemos muito o presente, por vezes, até demasiado, e por esse motivo sofremos mais de cada vez que nos magoam.
Aproveitar cada momento bom é perfeito, mas aproveitar as más passagens que a vida nos trás, só faz com que fiquemos pior.
Uma vez consumado, não se volta atrás, se o podessemos fazer não crescíamos com os nossos erros, talvez seja bom continuar a errar e a sofrer (um bocadinho) para aprender e não cometer os mesmos erros. Temos de aprender para crescer, sorrir e esperar um sorriso.
Sinto-me feliz por fazer alguém feliz e isso para mim é quase suficiente para ter forças para combater, para lutar mais um dia. Porque muitos mais dias iguais a estes virão, toda a gente sabe disso. E os dias bons vêm de lés-a-lés, também desaparecem quase no momento. Dizem que só damos valor às coisas quando as perdemos, há montes de coisas de que tenho medo de perder, uma delas é deixar de sonhar, seria horrível. Apesar de também existirem pesadelos. Ou seja, também vou desejar bons momentos, mesmo sabendo que os maus vêm atrás. Acho que encontrei o meu 'eu', modifico o que não gosto e aperfeiçoo-o o que me agrada, para me tornar ainda melhor.
Mas gosto de ser quem sou, sei que o mereço.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

dia cinzento

Mais um dia cinzento, a janela está cheia de pequenas gotas que me impedem de ver o que está do lado de fora. Vejo tudo desfocado, um pouco como me sinto agora também, porque é que a vida tem que ser tão difícil? Porquê tantas perguntas às quais não tenho resposta? Indignada com tantas atitudes e contente por outras tomadas por pessoas de quem gosto.
A vida é diferente, há quem diga que é só uma passagem para a morte. Talvez ela seja a nossa verdadeira vida, talvez lá sejamos realmente felizes e vivamos sem problemas. Aqui a realidade é outra. Aqui existem problemas, aqui as pessoas lutam, e muitas das vezes não alcançam os objectivos. Aqui as pessoas tornam as coisas fáceis em difíceis. Será que a morte, apesar de deixarmos os ente-queridos ficarem de luto e passado um tempo se esquecerem o que sempre fomos para eles, e, de certa forma, só se lembrarem de nós em datas especiais, é mais fácil para nós?
Só saberei quando chegar à minha outra vida, só saberei quando partir.
Já me disseram que não me devia esforçar tanto pelos outros, que não vou receber uma medalha por ser a melhor amiga de alguém ou por ajudar os amigos. Mas eu acho que quando essas pessoas partirem se vão lembrar que eu as tentei ajudar e vão ter-me com elas no pensamento.
Quando lá chegar, logo vejo se é assim. Talvez nos voltemos todos a encontrar, um dia. Quem sabe se não é realmente assim? Enquanto aqui estiver vou continuar assim, a ajudar aqueles que me são importantes, e quando chegar à passagem, quando for para a outra vida, espero chegar ao paraíso.
Farta de problemas estou eu, é esperar para ver.

J.

'Querida maninha, sempre ouvi dizer que as verdadeiras amizades demoram a construir e custam muito a manter. Contam-se pelos dedos aqueles a que podemos realmente chamar 'amigo' ou até 'irmão'. Mas connosco as coisas parecem diferentes e tão mais fáceis. Espero que assim continuem. Como é possível preocupar-me e gostar tanto de ti se te conheço realmente há tão pouco tempo? Pergunto-me se só parecerá fácil aos meus olhos?
Tantas perguntas sem resposta. Algumas até prefiro nem saber.
Não sei o que significo para ti, mas para mim és uma pessoa super especial... não vale a pena estar a tentar arranjar palavras que consigam expressar aquilo que sinto.
Sabes, ao longo deste ano tenho aprendido muita coisa. Uma das mais importantes foi dar valor somente às coisas/pessoas que realmente interessam, tentando achar o resto como uma coisa sem importância. É isso que faço todos os dias e quero que tentes fazer o mesmo. Tenta tornar as coisas à tua volta mais simples, vais sentir-te muito mais feliz.
Agora um conselho de amiga. Sei que te sentes realizada ao ajudar os outros, mas não podes deixar que os seus problemas te afectem. Já te disse isto tantas vezes mas parece que custa entrar nessa cabeça dura.
Bem, estou a ficar sem palavras. Mas promete-me uma coisa. Vais lutar sempre por aquilo em que acreditas e, se o mundo te virar as costas vem ter comigo, pois nunca o vou fazer.

Sabes como é bebé, 'hakuna matata', a nossa filosofia.
Adoro-te Q.
beijinhos grandes, Joana (piolhita)
4.1.10'

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

ano novo, e a vida é a mesma

Ainda só passaram as primeiras horas, quase o primeio dia do novo ano. Não há muitas diferenças com o antigo, a data mudou apenas.
Ontem à noite quando comi as passas, os desejos foram escolhidos ao pormenor, a maioria foi a desejar algo a quem me rodeia.
Neste momento tenho várias coisas que desejo. Muita coisa que ontem à noite tentei apagar com uma borracha os maus momentos de 2009, a borracha era pequena demais, e tive que trazer algumas das memórias que não queria aqui dentro. Tentei apagar as maiores, e foi por isso que a borracha se gastou tão depressa.

Este ano, vai correr melhor. Embora o ano passado tenha sido uma surpresa pela positiva. Aliás, muito positava. Encontrei a alma-gémea, a melhor amiga e quase no fim do ano a piolhita e percebi que não posso ser tão boazinha com as pessoas, porque só desiludem e deitam abaixo!
Portanto, não quero cometer os mesmos erros que o ano passado, mas logo se vê, um dia de cada vez, tentando não ser parva ao mesmo ponto.
E os problemas, bem 'hakuna matata' right?