segunda-feira, 3 de maio de 2010

18.30h - hora marcada para o autocarro partir em mais uma viagem.
Eu entro, sento-me e aguardo que os outros passageiros também entrem, sento-me nos lugares de trás, para poder observar todos sem que ninguém perceba. Feios, bonitos, gordos, magros, velhas e novos, todos entram no autocarro. É então que entra uma rapariga de uma beleza extrema, que nunca tinha visto na vida. Senta-se num lugar onde a posso observar bem de mais. E naquela altura tudo o resto é secundário. Ela não repara que estou fixamente a olhar para ela durante toda a viagem. Está concentrada na música que o iPod lhe fornece, e entretida com um livro que trás nas mãos.
Apercebe-se finalmente que estou a observa-la, e fá-lo também, com todo o descaramento. Observa-me de alto a baixo, e depois, sorri-me. Faço o mesmo, tentando libertar o melhor que tenho. Pareceu contentar-se com ele.
Desvia o olhar para o caminho que o autocarro percorre, e apercebe-se que está quase no fim da sua viagem. Solta-me um olhar rápido, e toca na campainha do veículo. O autocarro chega ao sitio pretendido, e a porta abre-se, ela arruma rapidamente o livro na mala, levanta-se, olha para mim, pisca-me o olho, e sai, deixando as portas fecharem-se atrás de si.
Sonhei com ela a noite toda.

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