quinta-feira, 13 de maio de 2010

partida, sem bilhete de volta - parte 2

Passados quatro meses de teres partido apercebo-me do quanto me fizeste feliz, e do quanto estiveste presente em todas as asneiras, meiguices e brincadeiras da minha vida. Agora sim, consigo perceber que andei um ano sem te ligar peva, sem estar contigo e dar-te miminhos. Estou arrependida. O tempo não volta para trás, tu não voltas para mim, já nada é igual. E agora tudo seria mais simples; seria mais fácil ter-te aqui, no meu quarto ou no sofá sem a mãe perceber. Seria mais fácil olhar para o teu sorriso tosco e não ter saudades tuas.
Admito, não tenho pensado muito em ti, tenho-me concentrado em não olhar para o passado, mas tu ainda fazes parte do presente.
Parar e pensar que já passaram quatro meses, fez-me crer que os quase treze anos que passaste comigo foram perfeitos. Ainda está fresco. Ainda consigo lembrar-me do teu olhar meigo, do teu focinho fofinho, de me lamberes as 'feridas', do teu cheiro que ainda me dá arrepios quando paira no ar. Quando isso acontece, sinto-te comigo. Sinto-te perto de mim. A olhar por e para mim. E na verdade, estás mais próxima do que eu própria acredito.
Tens um cantinho reservado em mim só para ti.
Sei que nos vamos voltar a encontrar, pode ser já amanhã ou daqui a muitos anos, mas de uma coisa tenha a certeza: Amo-te desde o dia em que me vieste parar às mãos.

- Sinto a tua falta pequena.
Partiste, sem um bilhete de despedida, sem um bilhete de volta. Mas sei, e fiel como sempre foste, vais esperar por mim, esperar que te vá buscar, te ponha a trela, e que dê mais um longo passeio a teu lado. -

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