sábado, 2 de outubro de 2010

memories, 9# FINAL

Tempos difíceis.
A monotonia não existe.
E naquela casa, as coisas ainda agora tinham começado.

Francisco ficara no chão frio da rua. Maria, por sua vez estava sobre o lençóis da cama Dele. Começou a recuperar os sentidos lentamente, apesar de a visão ser o sentido mais difícil de recuperar, por estar bastante turva, por causa do tranquilizante e devido a lágrimas que possuíam os seus olhos cor de mel.
Enquanto ela recuperava os sentidos e começava a mexer-se na cama, Ele preparava alguns objectos estranhos que Maria não conseguia identificar devido à fraca visão que possuía no momento. Depois, dirigiu-se a ela.
Maria estava presa à cama, com a boca tapada por uma fita adesiva, abafando assim os gritos que a jovem emitia. Ela olhou-o (já com a visão um pouco melhor) e viu o que Ele trazia na mão. A navalha tinha pouco mais de 17 centímetros.
Ele avançou e disse-lhe: 'Devias ter feito o que te disse.' Depois disso, cortou-lhe o dedo anelar. Sangue jorrou da abertura que a arma tinha provocado. Então, Ele decidiu pousar a faca e observar Maria a chorar de dor.
Deitando-se sobre ela, passou as mãos sujas de sangue pelas curvas da jovem extraindo-lhe a camisola. Ela não conseguia sequer mexer-se, pois Ele era corpulento, ela estava presa e sentia o corpo cansado devido ao tranquilizante que lhe fora administrado.
Despiu-lhe as calças e tirou o cinto e as suas próprias calças. Extraiu o orgão sexual e entrou dentro dela. Maria gritou. Até então teria guardado a sua inocência para Francisco, que estava morto. Maria chorou e gritou mais alto, embora em vão, quando a ideia do namorado abatido ter sobrevoado a sua mente.
Ele agarrou a faca e fez cortes superficiais nos braços dela deixando-a num estado lastimável. Fez um um corte na cara de Maria. Agora, ela escorria sangue por todo o lado. Incrivelmente, ele atingiu o orgasmo, rasgou-lhe o soutien e no peito (do lado esquerdo) desenho com a faca uma única letra: P. A letra do seu nome. Depois desamarrou-a e deixou-a estendida na cama, já sem forças, de tanto lutar e tentar libertar-se. Saiu de casa deixando a porta encostada.
Os objectos que Maria não identificou, eram coisas pessoais, objectos que o identificavam. Ele tivera-os guardado num saco, que levou consigo quando partiu.
A rapariga ainda chorava, e tentando unir algumas forças levantou-se da cama e conseguiu, pelo próprio pé, chegar a um espelho. Aquilo era ela? Estava irreconhecível. Sem dúvida alguma.
Partiu daquela casa a custo e notou que o corpo de Francisco desaparecera, e com ele, o sangue no chão também.
Não iria viver assim, não conseguiria. Depois de tudo o que aconteceu, depois de perder Francisco, e de ver Ele fugir sem deixar rasto de que valeria continuar a viver? Não havia nada que a fizesse querer continuar viva.
O dia estava prestes a nascer, ela pegou na mota e dirigiu-se à praia que ficava a poucos minutos de distância com o transporte que iria utilizar.
Quando o sol nasceu no horizonte, Maria já estava no penhasco.
Fora ali que Francisco lhe tinha pedido em namoro, e que começaram algo a dois. E era ali que se ia despedir da vida. Pois agora, já não havia vida. Pelo menos para ela.
Caminhou em direcção ao limite do penhasco, e deixou-se ir ao sabor do vento.

Um chapão ouviu-se na água.
O corpo desapareceu.
E ninguém mais soube de Maria, ou do corpo dela.

8 comentários:

  1. Vou, eu adoro estas botas :P Pois já! Já andei, e eles cheiram mal xD mas são bué queridos.

    Gostei do final, embora seja forte

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  2. detestei, --.
    mas depois eu explico-te o porque xD

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  3. adorei o:
    é verdade, Qéé. São coisas que costumam aparecer assim do nada :s

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  4. Versão aperfeiçoada daquela que me mostraste :)
    foi forte, gostei

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