quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

10 de julho de 2010 -> ida para Coimbra

(carta escrita em 10 de agosto de 2010)

Em vez de uma semana como era previsto, foi um mês inteiro. Pois é, hoje é dia 10 do mês a seguir, hoje faz um mês que realizei o meu sonho, ou o nosso.
Nunca pensei passar por tanto neste último mês como passei contigo. A praia fluvial, o rio, a piscina, a companhia, tudo era por assim dizer: Perfeito. Até à grande discussão cá em casa, só te tinha ouvido chorar uma vez, e acredita, ver é muito pior. A morte do Fresco foi, sem dúvida, um ''marco'' importante nisto tudo, e sei que não apoiei tanto como devia ter feito.
Desculpa.
Depois disso, foi a altura de partir para Sintra. E admito aquilo que sabes e já fiz questão de to dizer: Em Coimbra estou (e sou) bem mais feliz do que em qualquer outro lugar.
Demorei um mês a habituar-me a viver contigo, e agora que finalmente me habituei ao suposto mau humor matinal, às caras de amuada e alguns berros, chegou a altura de partir.
Para trás ficaram memórias, algumas muito boas, outras nem tanto, para trás ficou este mês, a família que me acolheu como se fizesse parte dela. Só tenho que agradecer o carinho e a disponibilidade que me deram.
E agradecer-te a ti, por estragares as tuas férias comigo. Hoje é o último dia em que estou contigo, e acredita que é difícil não saber quando será a próxima vez.
Sempre pensei e disse para mim mesma que desta vez não irei chorar quando me despedi-se de ti, mas só aqui a escrever algumas palavras já me vieram as lágrimas aos olhos. Mas para quê enganar-me? Já sabes que amanhã quando arrumar as coisas no carro, me despedir de ti com o abraço habitual me vou agarrar ainda com mais força e chorar, e dizer-te ao ouvido 'eu amo-te sabes?' como tu fizeste comigo da última vez que tivemos que nos despedir uma da outra. E acredita que me custou ouvir-te pedir para cá ficar até sexta, que querias a desforra do bowling, e que ainda querias ir ao cinema comigo.
Vou ter saudades do monte de vezes que fomos ao Toledo, das noites a contar segredos, dos dias a dormir, das festas da Zouparria, de tudo.
Apenas alguns momentos foram guardados em fotos, mas todos, sem excepção estão gravados no meu coração. É por tudo isto que digo aquelas tangas de não viver sem ti, e agora percebo o quanto isso é verdade. Amo-te Melhor Amiga

4 comentários:

  1. aqui fica a explicação deste texto. eu descobri-o novamente pelas minhas folhas, e decidi publicá-lo agora.
    escrevi no dia 10 de agosto de 2010. e só publiquei agora.
    por amor de deus, FIQUEM ESCLARECIDOS

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  2. nada vai voltar a ser como foi, mas sim ainda melhor *

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