sexta-feira, 29 de abril de 2011

dia da escola

Hoje foi o dia da escola, e hoje ainda não era 10h, descobri que podia jogar na equipa da minha antiga turma e depois de falar com a organização, foi isso que fiz.
Entrei em campo com a melhor postura, aquela que só a mim me dá gozo. Lutadora e a tentar dar tudo por tudo (apesar de estar de calças pouco confortáveis para desporto, ténis que não davam para aquilo e uma t-shirt). Dei tudo por tudo. E sabem? Já tinha saudades daquilo. Entrar em campo ver um enchente de gente e, esquecer que essas pessoas existem quando, tudo o que interessa é o esférico.
Empatamos no meu primeiro jogo, infelizmente, pois eu tive 3 oportunidades únicas, uma que, razou o poste e as outras duas a guarda-redes defendeu sabe-se lá como.
Entrei para o meu segundo jogo apenas a pensar na vitória. Lá para o meio do jogo, concentradissima, existiu uma falta a nosso favor. Pensei que seria a melhor oportunidade, a bola estava em boa posição. Perguntar à arbitra se, por acaso, o livre era directo, e ela responde-me que não. Pensei ''boa, ainda melhor''.
- Maria, chega aqui.
*Maria desloca-se*
- Faz-me um favor, passas-me a bola devagarinho, eu trato do resto.
- Está bem.
*Maria faz um passe curto e lento, Raquel ajeita a bola um centímetro para a frente, enche o pé, remata e GOLOOOOOOOOOOOOOOO*
Juro, há muito que não sentia a sensação e, raios! as saudades que eu tinha!
Depois ainda marcámos outro, e ganhámos 2-0.
Entretanto fomos a única equipa a empatar com umas raparigas que se demonstraram boas.
Chegámos ao fim da fase de grupos em 2º lugar com 6 pontos, dois golos e íamos para os quartos-de-final.
Logo aí, decidiram que eu ficava a suplente. E fiquei, um pouco triste.
Assim que as outras marcaram pedi para entrar. Entrei e dei tudo por tudo, mas elas gostavam muito de dar porrada e quase fui ao chão, mas não cai, ergui a cabeça e lutei imenso, até elas surpreendentemente marcarem outro e me chamarem para trocar. Troquei, peguei nas minhas coisas e fui-me embora. Faltava pouco tempo para acabar o jogo, não íamos a mais lado nenhum, e entrar a suplente e sair antes do final foi como um cartão vermelho para mim.

Estou com dores, mas estou feliz, fiz o que mais gosto de fazer, e desta vez o joelho não se queixou. Já fez um ano que me lesionei e é com agrado que digo que não dói.
Saí de cabeça erguida de lá, fiz tudo o que podia, dei tudo por tudo. Missão cumprida.
E fez-me ter ainda mais saudades de tocar com os pés numa bola, sentir toda a emoção que um jogo de futebol pode deixar no coração.
Amo o futebol e hoje foi o que fez sorrir. Porque percebi que arrumar as botas e eu ainda não conjugam, percebi que ainda posso fazer muito e que um dia vou voltar ao passado antes da lesão. Tudo aquilo que era, os golos que marquei, os sorrisos que me provocou valem o preço das dores, da lesão. Valem tudo quando, é o futebol que me dá vida.

Nasci lutadora e, vou lutar até ao fim.
(mesmo que isso não agrade a muita gente)

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